O Que é a Suddha Dharma Mandalam

Conhecimento, devoção e ação em síntese pelo YOGA

I – Suddha Dharma Mandalam

 

Introdução

Existe na Índia uma instituição milenar que tem sob sua custodia os tesouros da Ciência Sagrada

Esta instituição, conhecida na literatura oriental como Suddha Dharma Mandalam, permaneceu oculta aos olhos do mundo por longos milênios, e segundo seus preceitos, seus membros trabalhavam silenciosamente pelo bem de toda a humanidade; durante o ano de 1915 seus chefes permitiram ao Presidente da Alta Corte de Justiça de Madras, Doutor Subramanya Aiyar (K.C.L.E.) LLC, fazer conhecer publicamente a existência, fins e constituição desta sagrada Irmandade.

O Doutor Subramanya Aiyar publicou numerosos artigos nas revistas indianas, nos quais anunciou ao mundo que esta antiqüíssima e hermética Escola abria as portas da iniciação, sem outro requisito que pedi-la com o sincero propósito de ser um cooperador do trabalho da Grande Hierarquia Branca que constituiu esta escola em seus escritos o Doutor Subramanya fez conhecer, além da constituição da Suddha Dharma Mandalam, as diversas categorias de iniciações que outorgam os mestres a seus discípulos para ajuda-los no trabalho de seu aperfeiçoamento físico, mental e espiritual. Estas publicações foram traduzidas em diversos paises resultando na solicitação de ingresso na instituição por parte de muitos aspirantes que tiveram a felicidade de e entrar em contato com a poderosa fraternidade Iniciática.

Swami Subramanyanda

Dr. Sir S. Subramanya Ayer Avergal, Juiz, Presidente da Suprema Corte de Madras, Índia, vice-presidente da Sociedade Teosófica naquele período, foi escolhido pela Grande Hierarquia Branca do Himalaia para divulgar externamente, em 1915, sua existência, propósitos e ser a Primeira Autoridade Iniciática Externa. Foi admitido na Ordem dos Anandas, sendo chamado Swami Subramanyananda e, por meio de elevadas Iniciações, participa da milenar linha de Gurus, chamada Guruparampara.

Analise Histórica

Sempre que vamos analisar a historia seja de um povo, de um acontecimento ou de uma Instituição, podemos faze-lo de diferentes maneiras, uma delas seria contando fatos marcantes ou personagens importantes. A Suddha Dharma Mandalam possui abundantes e diversificadas historias, muitas delas fantásticas aos olhos daquelas pessoas menos afeitas a estes estudos esotéricos, pois relata a maneira como a Grande Fraternidade Branca se manifesta através desta Instituição e a utilização dos poderes dos grandes Hierarcas em beneficio da humanidade.

Podemos dividir a historia da Suddha Dharma Mandalam em quatro fases, não exatamente cronológicas, mas sim que caracterizam determinados aspectos da maneira como trabalho foi e tem sido desenvolvido.

 

Estas quatro fases são:

1.      Suddha Dharma Mandalam como Grande Fraternidade Branca

2.      Revelação e contato formal.

3.      Período pós Pandit K.T. Srinivasacharyar até as passagens de Sri Vájera os planos sutis.

4.      Período pós Sri Vájera

 

1.      Suddha Dharma Mandalam como A Grande Fraternidade Branca

 

É reconhecido na tradição de todas as religiões a existência desde tempos imemoriais de uma Organização Esotérica dedicada ao bem estar e ao adiantamento espiritual dos seres sobre a face da terra. Os Membros desta Organização estão sempre dedicados a impar, para cada raça e pais, particulares leis ou aspectos da Eterna Religião (Sanatana Dharma), segundo requeiram a ocasião e circunstancia. Esta Assembléia tem seu “quartel general” ao norte das florestas de Badari, no Himalaia se consta de muitos Mahatmas, Siddhas e grandes Rishis. Alguns Membros desta Organização fazem sua aparição no mundo físico, como os Irmãos Maiores, fundadores de Religiões e Grandes Mestres.

Esta grande Instituição é dirigida pelo senhor da evolução da Terra, conhecido como Bhagavan Narayana, que se manifesta como Yoga Devi, Naradeva, Kumara e Dakshinamurti, no desempenho de suas diversas funções.

Desta plêiade de Mestres e seres iluminados muitos vivem em corpos sutis atenuando desde planos gloriosos. Outros ocupam corpos físicos, seja por curtos períodos para desempenharem determinadas atividades sob as ordens de Bhagavan Narayana seja por centenas ou milhares de anos. Assim, aqui e ali se tem contato ou ouve-se falar de um grande ser, que se destaca por sua sabedoria e poderes espirituais, quase sempre, não permanece no mesmo lugar mais do que alguns poucos dias estes seres apesar de descrição e reserva ainda que fisicamente distante uns dos outros mantem um elo espiritual formando uma grande irmandade que trabalha de maneira harmônica e silenciosa.

Está sob a custodia destes Mestres um conjunto de textos sagrados, muitos deles totalmente desconhecido pela humanidade e sendo outros os originais de textos conhecidos e reverenciados.

Estes Mestres são os responsáveis por conduzir discípulos em um rigoroso treinamento visando o despertar da consciência atmica. Este treinamento é baseado na mais pura tradição espiritual, ministrado nas antigas escolas de Sabedoria pelos Hierofantes e os Patriarcas. Entre seus discípulos se encontravam pessoas que se dedicavam inteiramente ao trabalho espiritual afastados da vida secular enquanto outros continuavam desempenhando suas atividades na sociedade dedicando-se a praticas introspectivas e ao caminho da auto-realização.

Estas duas funções, guarda do treinamento sagrado e dos textos yóguico, são as principais atividades da Hierarquia no aspecto de instrução.

A maneira com que desempenham seu trabalho é, muitas vezes misteriosa e incompreensível para a maioria de nos pelo fato de que a perspectiva destes seres enxergarem o mundo é muito mais ampla do que somos capazes de conceber. Isto pode ser observado com muita evidência, conhecendo-se a historia da fundação da Sociedade Teosófica, por dois destes Mestres e da Suddha Dharma Mandalam.

Em alguns momentos da historia da humanidade esta Instituição abre algumas de suas portas ao mundo outorgando Iniciações, conduzindo o treinamento de aspirantes e revelando alguns Textos Sagrados e isto ocorreu no Inicio desde século, quando estes mestres perceberam que se avizinhava um momento de transição da evolução humana e que haveria um maior estimulo interno e externo para a busca de auto-realização por parte de um numero maior de pessoas.

Escolheram então, um de seus discípulos que já vinha realizando um treinamento yóguico sob a supervisão de alguns destes mestres, alcançando um grau de realização que exigia sua missão e que também, ocupava uma posição, no, mundo exterior de reconhecimento e estima, cujo nome era Sir Subramanya A. Avergal, Presidente da Alta Corte de Justiça de Madras e Chanceler da Universidade de Madras. Após receber a Iniciação na Ordem dos Anandas, Sri Subramanya recebeu o nome de Swami Subramanyananda. Começa, então, a segunda fase da historia da Suddha Dharma Mandalam.

 

2. Revelação e Contato Formal

 

Escolhido o Swami Subramanyananda, um Siddha da Hierarquia manifestou-se pessoalmente e concedeu-lhe uma Iniciação no subterrâneo de um Templo em ruínas próximas de Madras, preparando-o para a tão grandiosa tarefa. O Swami Subramanyananda que foi vice-presidente da Sociedade Teosófica de 1.907 a 1.911, publicou na Revista The Theosophy, órgão oficial da Sociedade Teosófica Indiana, uma série de artigos onde revelava a existência da Suddha Dharma Mandalam e a possibilidade daqueles aspirantes interessados em realizar seu treinamento, de serem conduzidos aos Superiores da Instituição e receberem-no.

Pela primeira vez revelavam-se determinados detalhes da constituição e atividades desta grande fraternidade como, por exemplo, a sede central nas florestas de Badari, como suas cinco aldeias, seus moradores, o papel que corresponde a cada hierarca, citando ainda, a existência de determinados Pittas ou sedes da Hierarquia em uma região compreendida entre o Cabo Comorim ao Sul, Gokurmam ao Oeste e Bengala ao leste, onde residem seis representantes da Organização Esotérica citada no primeiro item desta história, por meio dos quais se poderia obter admissão a ela, com a permissão doa Oficiais Superiores.

Nesta fase da historia da Suddha Dharma Mandalam o trabalho apresentavam algumas características especificas, entre as quais mencionadas citando palavras do Swami Subramanyananda nos primeiros artigos na revista The Theosophy:

 

·        “Sua meta e seu único objetivo é, como tem sido sempre, treinar e manter um corpo de Yoguis dedicados ao bem estar de toda humanidade”

·        “E eu posso assegurar que me é permitido levar ao conhecimento de um dos Oficiais Superiores da Organização o nome daquele que queira converte-se a candidato a tal treinamento”.

·        “Que segue da admissão será da incumbência direta entre o candidato e o Oficial da Organização que esta devidamente qualificado para dirigir o treinamento do candidato”.

Pandit K. T. Srinivasacharyar

Pandit K. T. Srinivasacharyar - grande erudito, designado pela Hierarquia para receber os antigos textos guardados em uma biblioteca oculta conhecida como Maha Guha, tais como o original do Bhagavad Gita, o Sanátana Dharma Dipika, o Suddha Raja Yoga, o Pranava Vada, o Updghata ou comentário do Gita e outros. Foi designado como Segunda Autoridade Iniciática Externa da Suddha Dharma Mandalam. Provém de uma família de grandes sábios da Índia.

Pode-se perceber, claramente, por essa citações, que havia um contato formal estabelecido entre a Organização esotérica Suddha Dharma Mandalam e aqueles que anunciavam sua existência ao mundo, cujo papel era o de estabelecer, por meio material, o contato entre o Aspirante e a Hierarquia.

Os Oficiais superiores permitiram, também que determinados Textos Sagrados, guardados nas Grutas dos Himalaia, sob a vigilância desses Grandes Seres, chegasse as mãos de Pandit K.T Srinivasacharyar, um grande erudito e outro importante personagem dessa historia, para serem revelados para o mundo. Alguns Textos já eram popularmente conhecidos, como o Srimad Bhagavad Gita, porem apresentava-se o original dessa obra com características muito importantes para o estudante. Outros eram apenas conhecidos por alguns poucos Yoguis e lançavam uma nova luz sobre diversos ensinamentos sagrados, apresentando uma cultura do homem integral. Ainda assim, alguns Textos foram anunciados e chegaram as mãos daqueles fervorosos discípulos que se empenhavam no trabalho de divulgaram a Suddha Dharma Mandalam mas não chegaram a ser publicadas.

 

Entre os Textos revelados e anunciados podemos citar:

 

·        Pranava Vada

·        Bhagavad Gita

·        Yoga Dípika

·        Sanatana Dharma Dípika

·        Bhagavad Gita Bashya

·        Isavasya Upanishad original com Karikas

·        Mahabharatha original

·        Bharatha Sutra

·        Khanda Rahasya

·        Mandukya Upanishad orininal

·        Bharatha de Bhargava Vyasa

·        Arsha Gita

·        Brahma Gita

·        Sruti Gita

·        Suddha Gita

·        Suddha Rahasya

·        O original de setenta e seis Upanishads

·        O original dos quatro Vedas.

 

O trabalho da Organização constitui-se de quatro elementos básicos que, na verdade, são características de todas as Escolas Iniciáticas de todos os tempos. São eles:

1.     Shastra ou um corpo de Doutrina;

2.     Diksha ou Iniciações conferidas somente sob as ordens do Único Iniciador, Bhagavan Narayana onde se transmiti uma partícula de Tejas Anu para o Iniciado;

3.     Upasana ou disciplina, que são as técnicas de Suddha Raja Yoga, compreendendo Bhavana Karma e Dhyana;

4.     Anubhyava ou experiência espirituais que conduzem o Aspirante à realização direta do contato divino

 

Anunciado a existência da Suddha Dharma Mandalam muitos fervorosos aspirantes solicitavam sua inscrição e treinamentos. E curioso notar que, segundo o Swami Subramanyananda, no momento no qual ele escrevia seu primeiro artigo que anunciava ao mundo a Suddha Dharma Mandalam, não havia na Índia mais que dois mil Membros desta Instituição, o que nos parece significar é que já havia um grande trabalho que se completava pela publicação dos textos mencionados acima e um grande esforço de conhecê-los e realizar seus tão puros e elevados ensinamentos por parte dos discípulos.

Em 1919 o Swami Subramanyananda anuncia ao mundo que havia encarnado na Terra o senhor da Evolução, Bhagavan Narayana, através de um hamsa ou fragmento Dele mesmo, que foi chamado de Sri Bhagavan Mitra Deva. Tal fato glorioso ocorreu em 16 de Janeiro de 1919, na Lua Cheia deste mês, em uma aldeia próxima de Puna, na Índia. Em seguida, a divina Criança, com sua Mãe, foram levados as florestas do Himalaia, onde exerceria sua atividade em prol da humanidade, afim de protege-la na transição pela qual passaria nos próximos anos, no sentido de desapertá-la para uma consciência mais equânime, fraterna e holística. Pela revelação dos Suddhas, Mitra Deva continuava exercendo este seu sagrado oficio desde sua morada. Comemorando-se, anualmente na Lua Cheia do mês de Janeiro.

Swami Subramanyanda - centro da foto

Pandit K. T. Srinivasacharyar - à direita da foto

Sri Vasudeva Row -  à esquerda da foto

Os três primeiros divulgadores da Suddha Dharma Mandalam ao mundo. Vasudeva Row foi um grande comentarista dos textos sagrados que a Suddha Dharma revelou e foi o Presidente da Instituição após a passagem do Pandit Srinivasacharyar aos planos sutis, em 1929.

Outros personagens tiveram grande importância no desenvolvimento do trabalho as Suddha Dharma mandalam nesta fase. Entre eles podemos citar:

·        Sri Vasudeva Row, que residindo em Madras, foi um grande colaborador, para o trabalho de Swami Subramanyananda e Pandit K.T Srinivasacharyar e como elo de transição para a terceira fase que será descrita em seguida;

·        Arulambalaswami fundou um Ashram do Ceilão, onde desempenhou um papel muito importante, onde disseminação e vivência da Doutrina do Suddha Dharma Mandalam. Recebeu elevadas iniciações dos Mestres;

·        Kam Das Yoguis. Secretário do Ashram do Ceilão e elevado Iniciado, foi também um importante elo de ligação com a terceira fase pelo contato estabelecido por ele com os Grandes Seres.

·        Brahma Yogui Dasa, um grande erudito cujos conhecimentos foram expostos através da revista The Suddha Dharma publicada posteriormente.

·        Vájera Yogui Dasa. Um grande Iniciado e líder do trabalho da Suddha Dharma Mandalam no Ocidente. Graças a ele estes ensinamentos foram estabelecidos na América. Além disto, teve papel importante na ajuda pecuária para a publicação dos Textos revelados pelos Mestres.

·        Pandit Morli Dhar. Iniciado pelo Swami Subramanyananda, contribuiu com diversos estudos e presenciou a premunição do Swami sobre o futuro da Índia, pelas atividades do Mahatma Gandhi que ocorriam somente muitos anos depois.

 

Não nos esquecemos também de muitos outros seres, não mencionados aqui, que exerceram um importante e silencioso trabalho, ficando aqui nossa homenagem.

 

Em Dezembro de 1924, em Guindy House, Madras, alcançou o Mahashanti o grande Swami Subramanyananda, passando aos planos sutis sendo elevado á categoria de Guru da Divina Hierarquia. Continuou seu trabalho, como segunda Autoridade Iniciática externa o pandit Srinivasacharyar, com a colaboração de Vasudeva Row e outros Discípulos, mantendo as mesmas características do trabalho do Swami, ou seja, revelando novos Textos Sagrados, sendo elo de ligação entre os aspirantes e os Mestres e organizando a Suddha Dharma Mandalam como Instituição em todo o mundo. Em 1929 faleceu também o Pandit Srinivasacharyar havendo então, um período de transição onde Vasudeva Row, Kam Das Yoguim e os demais elevados Iniciados continuaram mantendo as atividades.

 

3        Período pós Pandit K.T Srinivasacharyar até a passagem de Sri Vájera aos planos sutis.

 

Este período foi marcado pelas atividades de dois personagens, que foram fundamentais para a consolidação do Suddha Dharma Mandalam como Instituição no mundo. São eles Sri Janárdana e Sri Vájera Yogui Dasa.

Entre 1929 e 1934 os Membros da Suddha Dharma Mandalam continuaram desenvolvendo seu trabalho na Índia, aguardando que os Mestres definissem as atividades a serem executadas após a ausência do Swami Subramanyananda e Pandit Srinivasacharyar. Em 1934 assume as atividades da Organização Sri T.M. Janárdana, em Madras, Trabalhador incansável, de grande sabedoria segundo seus relatos a Sri Vájera, foi preparado pelos Mestres, em retiros nas montanhas, onde passou por treinamento rigoroso, para se desempenhar na tarefa que deveria ser assumida. Manteve-se ininterruptamente trabalhando pela Suddha Dharma Mandalam ate o ano de 1966, quando foi chamado pelos os Mestres aos planos sutis.

Sri Janárdana e Sri Vájera Yogui Dasa

Chille - 1965

Podemos dizer que os aspectos básicos do trabalho desta terceira fase, liderado por Sri Janárdana e Sri Vájera foram:

·        Divulgação da Doutrina através da revista The Suddha Dharma e da publicação de diversos livros. Esta revista teve um papel fundamental na disseminação dos ensinamentos Suddha por vários motivos entre os quais podemos citar: o esforço da tradução dos textos sânscritos para o inglês com suas obvias conseqüências; a possibilidade de publicar textos longos, que exigiram elevados investimentos financeiros, por partes, tornando o investimento acessível aos sempre poucos recursos da Instituição; a participação de diversos autores “democratizando” os diversos enfoques da Doutrina; a grande habilidade de Sri Janárdana de tornar claros temas bastante profundos e envoltos em simbolismo facilitando nossa compreensão

·        Preparação para as Iniciações. Como o contato com a Hierarquia já não se fazia de maneira tão constante e formal como nos períodos anteriores, Sri Janárdana, juntamente com Vasudeva Row, outorgavam a lição preparatória. Sri Vájera, por autorização dos Mestres, dividiu a Disciplina de Raja Yoga em diversas lições graduadas, por meio das quais os Membros da Instituição poderiam obter maestria na execução deste Sistema.

·        Estabelecimento da Instituição. Uma das atividades principais desenvolvidas neste período, já iniciada no período anterior, foi o estabelecimento de Ashrams e grupos de estudo em diversas partes do mundo e principalmente na América. A instituição passou a ter personalidade Jurídica, com estatutos registrados; sob a sabia orientação de Sri Janárdana e Sri Vájera.

Sri Janárdana

Sri Janárdana, a Terceira Autoridade Iniciática Externa da Suddha Dharma Mandalam. Executou um grande trabalho de divulgação dos princípios Suddhas através da publicação da revista The Suddha Dharma e a instrução de discípulos em várias partes do mundo, de 1934 a 1966. Foi o primeiro Instrutor indiano a vir à América, em 1965, sendo uma grande fonte de bênçãos pelos países por onde passou: Chile, Uruguai, Argentina e Brasil tendo, em nosso país, visitado Ashrams e fundado outros, inclusive o Ashram Ananda, de Uberlândia.

Cabe, aqui, uma rápida reflexão sobre os motivos que levaram os Mestres da Hierarquia a reduzirem o contato formal, externo, com a Instituição, após a passagem de S. Subramanyananda e Pandit Srinivasacharyar aos planos sutis. É fato comprovado historicamente que em todos os momentos nos quais a Divina Hierarquia  realiza uma atividade externa mais “visível”ela somente o faz por tempo necessário para que se alcance o objetivo de revelar determinados ensinamentos, reavivar outros e produzir um grupo de Discípulos ativos para que o trabalho tenha continuidade e em seguida, se recolhe.

Nunca seria demais, em qualquer historia da Suddha Dharma Mandalam, destacar o trabalho realizado por Sri Vájera que, desde os primeiros momentos nos quais Swami Subramanyananda revelou externamente a existência da Hierarquia reuniu um grupo de estudantes e dedicou-se integralmente a conhecer a divulgar os ensinamentos Suddhas. Recebeu diretamente dos Mestres da Hierarquia elevadas Iniciações, obtendo grandes experiências espirituais; publicou vários textos Suddhas em castelhano, fundou e orientou Asharams e discípulos espalhados pela América e Europa por mais de 60 anos, tendo passado aos planos sutis em 12 de setembro de 1984.

 

Podemos destacar, entre vários outros alguns aspectos do trabalho de Sri Vájera:

·        Manutenção dos aspectos eternos e universais da Doutrina Suddha, isentos dos folclores do hinduismo.

·        Adaptação da linguagem á cultura ocidental.

·        Coerência, em suas atividades, com o reconhecimento da realidade atual da imensa maioria dos estudantes, que não atendem as rigorosas e elevadas condições descritas nos Textos Suddhas, mas que, por outro lado, muito se beneficiaram com a adaptação da Praticas as suas necessidades.

·        Limitação dos recursos, principalmente humanos, no desenvolvimento das atividades da Instituição. Em geral, as pessoas encaram estes Caminhos apenas como uma forma de obterem benefícios tanto espirituais quanto materiais sendo poucos aqueles que, alem desse objetivo, se dispõem a dedicarem parte de seu tempo, energia e recurso à preparação de disseminação dos ensinamentos.

 

Em 1965 Sri Janárdana esteve, pela única vez, na América, dando um grande impulso à disseminação dos ensinamentos Suddhas e conquistando a admiração e reverência de todos os quais teve contato. Com sua vinda ao Brasil, os grupos se organizavam na forma de Ashrams sendo que os primeiros foram em São Paulo e em Ribeirão Preto.

Em 1966, Sri Janárdana passou aos planos sutis, continuando Sri Vájera e seus diversos discípulos o ideal que haviam abraçado. Assumiu o encargo de manter algumas atividades na Índia, Sri Anantram, um antigo discípulo de Sri Janárdana e Vasudeva Row, tendo visitado a América por diversas vezes, algumas das quais com sua esposa Sow Bala, uma grande conhecedora de cânticos mântricos.

Sri Vájera Yogui Dasa

Sri Vájera Yogui Dasa, nosso querido Mestre, que foi designado desde antes de seu nascimento, pelos Mestres da Suddha Dharma, a divulgá-la no ocidente. Foi Iniciado desde os primeiros tempos do Swami Subramanyanda e, desde então, realizou um imenso trabalho de divulgação dos princípios Suddhas em toda a América e Europa, até seu mahasamadhi ocorrido no ano de 1984. Recebeu dos Mestres da Hierarquia a função de Instrutor e Iniciador da Suddha Dharma Mandalam tendo transmitido estas funções aos Gnana-Dhathas, aqueles que foram designados para a continuação de seu trabalho no mundo. Em sua homenagem foi criada a Fundação Sri Vájera, de caráter educacional, cultural e assistencial.

5.      Período pós Sri Vájera

 

As sementes plantadas por Sri Vájera foram germinando em varias cidades do Brasil, Chile, Argentina e outros países. Os Ashrams se estabeleciam e surgiam lideranças.

 

 

 


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