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Quanto de carboidrato na dieta está associado à menor mortalidade? Estudo prospectivo de coorte e metanálise publicado pelo The Lancet

22-Aug-2018

 

8-0Atualmente eu vejo os pacientes que me procuram para orientações sobre saúde, do ponto de vista do Ayurveda, extremamente confusas e, até, estressadas, com esta infinidade de teorias sobre alimentação saudável disponíveis hoje em dia. Da mesma maneira, vejo isso nas pessoas em geral. E, pior, muitas chegam doentes por seguirem, rigorosamente, as orientações destes sistemas nos quais as pessoas já não comem comida mais. Agora elas comem suplementos, aminoácidos, dietas cetogênicas que precisam da integridades das mitocôndrias para funcionar 😰. Na hora da refeição abrem uma garrafinha com um concentrado de aminoácidos e 5 potes com suplementos e vitaminas.  O endemoniado da vez é o CARBOIDRATO. Mas, de fato, fora a pseudo ciência feita por grande número das pessoas que advogam estas doutrinas raras e com grande apelo comercial, eu trouxe aqui um trabalho apresentando recentemente na revista médica LANCET, uma das mais renomadas do mundo. Um estudo com metodologia excelente, confiável demonstrou que: "Entretanto, os resultados variaram de acordo com a fonte de macronutrientes: a mortalidade aumentou quando os carboidratos foram trocados por gordura ou proteína derivada de animais (1,18; 1,08-1,29) e a mortalidade diminuiu quando as substituições foram baseadas em plantas (0,82; 0,7,87). E as pessoas se empanturram de ovos e carne em nome da saúde! Nos restaurantes as pessoas te dizem: "as proteínas estão ali naquela balcão". E, certamente, se referem a carnes e ovos

 

Dietas com baixo consumo de carboidrato, que restringem os carboidratos em favor do aumento da ingestão de proteína ou gordura, ou de ambos, são uma estratégia popular de perda de peso. No entanto, o efeito a longo prazo da restrição de carboidratos na mortalidade é controverso e pode depender se o carboidrato da dieta é substituído por gordura e proteína à base de vegetais ou de origem animal.

Pesquisadores do Brigham and Women's Hospital estudaram 15.428 adultos, com idades entre 45-64 anos, em quatro comunidades dos EUA, que completaram um questionário dietético no estudo Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC), entre 1987 e 1989, e que não relataram ingestão calórica extrema (<600 kcal ou >4200 kcal por dia para homens e <500 kcal ou >3600 kcal por dia para mulheres). O desfecho primário foi a mortalidade por todas as causas.

Foram investigadas a associação entre a porcentagem de energia proveniente da ingestão de carboidratos e a mortalidade por todas as causas, explicando possíveis relações não-lineares nesta coorte. Foi também examinada essa associação combinando dados do estudo ARIC e dados para a ingestão de carboidratos relatados a partir de sete estudos prospectivos multinacionais, em uma metanálise. Finalmente, avaliou-se se a substituição de fontes animais ou vegetais de gordura e proteína por carboidratos afetou a mortalidade.

Durante um acompanhamento médio de 25 anos, houve 6.283 mortes na coorte do ARIC e 40.181 mortes em todos os estudos de coorte. Na coorte do ARIC, após ajuste multivariado, houve uma associação em forma de curva em U entre a porcentagem de energia consumida de carboidrato (média 48,9%; DP 9,4) e mortalidade: uma porcentagem de 50–55% de energia proveniente de carboidrato foi associada ao menor risco de mortalidade.

Na metanálise de todas as coortes (432.179 participantes), tanto o baixo consumo de hidratos de carbono (<40%) quanto o elevado consumo de hidratos de carbono (>70%) conferiu maior risco de mortalidade do que a ingestão moderada de carboidratos, o que era consistente com uma associação em forma de curva em U [hazard ratioagrupado 1,20; IC 95% 1,09-1,32 para baixo consumo de carboidratos; 1,23 (1,11-1,36) para consumo elevado de carboidratos].

Entretanto, os resultados variaram de acordo com a fonte de macronutrientes: a mortalidade aumentou quando os carboidratos foram trocados por gordura ou proteína derivada de animais (1,18; 1,08-1,29) e a mortalidade diminuiu quando as substituições foram baseadas em plantas (0,82; 0,78-0,87).

Porcentagens altas e baixas de carboidratos nas dietas foram associadas ao aumento da mortalidade, com risco mínimo observado com um consumo moderado de 50 a 55% de ingestão de carboidratos. Padrões dietéticos de baixo consumo de hidratos de carbono que favorecem fontes de proteína e gordura derivadas de origem animal, provenientes de fontes como carne de cordeiro, de boi, de porco e de frango, foram associados à maior mortalidade; enquanto aqueles que favoreceram a ingestão de proteína e gordura derivadas de plantas, de fontes como vegetais, nozes, manteiga de amendoim e pães integrais, foram associados à menor mortalidade, sugerindo que a fonte de alimentos modifica notavelmente a associação entre a ingestão de carboidratos e a mortalidade.

 

Este estudo foi financiado pelo National Institutes of Health dos Estados Unidos.

 

Fonte: The Lancet Public Health, de 16 de agosto de 2018 publicado no news.med Medical Journal 

 

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